IPCA-15: Prévia da inflação de agosto tem deflação de 0,14% com queda nos preços de energia e alimentos

IPCA-15 de agosto tem deflação de 0,14%, informa IBGE. Queda foi influenciada por energia, alimentos e gasolina. Resultado é o menor desde setembro de 2022.
Brasília (DF) 10/01/2025 - Inflação oficial do país em 2024 é de 4,83%, acima do limite da meta Percentual é o mais alto desde 2022 (5,79%) Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF) 10/01/2025 - Inflação oficial do país em 2024 é de 4,83%, acima do limite da meta Percentual é o mais alto desde 2022 (5,79%) Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

IPCA-15 agosto apresentou uma retração de 0,14%, influenciado pela diminuição nos custos da energia elétrica, alimentos e combustíveis. Essa variação negativa no índice, que é considerado uma prévia da inflação oficial do país, reflete um alívio no orçamento familiar em diversos setores. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Deflação em agosto

O resultado do IPCA-15 agosto é o menor desde setembro de 2022 (-0,37%) e representa a primeira deflação desde julho de 2023 (-0,07%). Em agosto de 2024, o índice foi de 0,19%. Esse desempenho sinaliza um possível arrefecimento da inflação, após um período de altas consecutivas nos preços.

Com o resultado divulgado, o acumulado do IPCA-15 em 12 meses ficou em 4,95%, abaixo dos 5,30% registrados em julho. O governo federal estabeleceu uma meta de inflação de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, resultando em um teto de 4,5%.

Impacto do Bônus de Itaipu

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, quatro apresentaram deflação na prévia de agosto. O destaque ficou para o setor de habitação, com uma redução de 1,13%, representando um impacto de -0,17%, o mais significativo entre os grupos analisados.

A principal responsável pela queda na inflação da habitação foi a redução nas contas de luz, que apresentaram uma baixa de 4,93%. De acordo com o IBGE, a energia elétrica residencial foi o item que mais pressionou o IPCA-15 para baixo, com um impacto de 0,20 ponto percentual.

Essa redução se deve ao chamado Bônus de Itaipu, um desconto nas contas de luz que beneficiou cerca de 80,8 milhões de consumidores. Essa bonificação compensou a cobrança da bandeira tarifária vermelha 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 Kwh consumidos.

Alimentos e Bebidas em Queda

O grupo de alimentos e bebidas também contribuiu para a contenção da inflação, com uma retração de 0,53% (impacto de -0,12 p.p.). Esse é o terceiro mês consecutivo de deflação nos preços dos alimentos, após nove meses de aumentos.

A alimentação no domicílio registrou uma queda de 1,02% em agosto, com destaque para as reduções nos preços da manga (-20,99%), batata-inglesa (-18,77%), cebola (-13,83%), tomate (-7,71%), arroz (-3,12%) e carnes (-0,94%).

Combustíveis Mais Baratos

O setor de transportes apresentou uma deflação de -0,47% na prévia de agosto, o que representa um impacto de -0,10 p.p. no IPCA-15. Esse resultado foi impulsionado pela queda nos preços das passagens aéreas (-2,59%), automóveis novos (-1,32%) e, principalmente, da gasolina (-1,14%).

A gasolina, um dos itens de maior peso na cesta de consumo dos brasileiros, teve uma queda que representou um impacto de -0,06 p.p. no índice. O conjunto de combustíveis recuou -1,18% em média, com deflação nos preços do óleo diesel (-0,20%), gás veicular (-0,25%) e etanol (-1,98%).

Outros Setores

O grupo de comunicação registrou uma queda de 0,17% no mês, com impacto de -0,01 p.p. no IPCA-15. Os demais cinco grupos apresentaram variações e impactos positivos ou nulos: despesas pessoais (1,09% e 0,11 p.p.), educação (0,78% e 0,05 p.p.), saúde e cuidados pessoais (0,64% e 0,09 p.p.), vestuário (0,17% e 0,01 p.p.) e artigos de residência (0,03% e 0,00 p.p.).

IPCA-15 e o IPCA

O IPCA-15 utiliza a mesma metodologia do IPCA, a inflação oficial do país, que serve como referência para a política de metas de inflação do governo. A principal diferença entre os dois índices está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. No caso do IPCA-15 agosto, a coleta de preços foi realizada entre 16 de julho e 14 de agosto.

Ambos os índices consideram uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Atualmente, o valor do salário mínimo é de R$ 1.518. O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país, enquanto o IPCA abrange 16 localidades. O IPCA cheio de agosto será divulgado em 10 de setembro.

Fonte Agencia Brasil

Cacerense

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