Governo avalia prorrogar programa Brasil Soberano devido a sobretaxas dos EUA

Ministro Paulo Teixeira sinaliza possível prorrogação do programa Brasil Soberano, criado por MP, em resposta às sobretaxas dos EUA a produtos brasileiros.
Brasília (DF) 25/08/2025 - Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, durante coletiva sobre compras públicas de alimentos previstas no Plano Brasil Soberano Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 25/08/2025 - Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, durante coletiva sobre compras públicas de alimentos previstas no Plano Brasil Soberano Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Brasil Soberano prorrogação é uma possibilidade real, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Ele afirmou que o governo federal poderá estender a Medida Provisória (MP) que criou o programa, caso as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos (EUA) sobre alimentos brasileiros persistam. A MP, que visa mitigar os impactos dessas tarifas, tem validade inicial de 180 dias, mas o governo está preparado para estender esse prazo se necessário.

A Prorrogação em Debate

Durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), Teixeira enfatizou o compromisso do governo em proteger os produtores brasileiros afetados pelas tarifas americanas. “A MP tem validade de 180 dias. Seis meses [durante os quais] esses mecanismos podem ser utilizados. Evidentemente, se for preciso prorrogar [a MP], o governo brasileiro vai prorrogar”, declarou o ministro, sinalizando a flexibilidade do governo em responder às necessidades do setor agrícola. A preocupação central é garantir que os produtores não sofram perdas significativas devido às barreiras comerciais impostas pelos EUA.

Entenda o Plano Brasil Soberano

Publicada no Diário Oficial da União em 13 de [insira o mês aqui], a MP nº 1.309 institui o Plano Brasil Soberano, um conjunto de medidas de apoio às empresas exportadoras impactadas pela decisão do governo dos EUA. O plano abrange não apenas as empresas exportadoras, mas também seus fornecedores e trabalhadores. Entre as medidas de apoio, destaca-se a autorização para que governos federal, estaduais e municipais comprem alimentos que não puderam ser exportados devido às tarifas, através de um processo simplificado e sem a necessidade de licitação. Inicialmente, os contratos de compra excepcionais terão duração máxima de 180 dias.

Medidas de Apoio e Benefícios

A medida provisória, que entrou em vigor após sua publicação, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar lei. A regulamentação da lista de alimentos que podem ser adquiridos pela administração pública, como açaí, água de coco, castanha de caju, castanha do Brasil, mel, manga, pescados e uva, foi feita por meio de uma portaria interministerial. Essa lista poderá ser atualizada conforme necessário. O ministro Teixeira assegurou que o programa será monitorado diariamente para garantir que os produtos sejam absorvidos de forma eficiente, minimizando as perdas para os produtores.

O Fundo Garantidor de Exportações (FGE)

O programa também prevê a destinação de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para uma linha de crédito destinada a auxiliar os produtores afetados. Além disso, o plano altera as regras do seguro de crédito à exportação e prorroga a suspensão de tributos. O objetivo é fornecer um suporte financeiro abrangente para os produtores brasileiros, permitindo que eles superem as dificuldades impostas pelas sobretaxas americanas.

Confiança na Aprovação e Brasil Soberano prorrogação

“A validade dessa medida é o tempo para a solução definitiva do tema imprevisto tanto para o governo, quanto para a sociedade brasileira”, afirmou o ministro Teixeira, expressando confiança na aprovação da MP pelo Congresso Nacional. Ele acredita que o Congresso apoia a medida, que beneficia a economia agrícola dos estados brasileiros, o agricultor familiar e o pequeno produtor. Teixeira sugere ainda que o próprio Congresso, ao aprovar a MP e transformá-la em lei, poderá definir um prazo de validade maior do que o inicialmente estabelecido, garantindo, inclusive, a possibilidade de Brasil Soberano prorrogação.

Fonte Agencia Brasil

Cacerense

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